(Infolatam).- “…o mais importante a se levar em conta é que o “novo” chavismo no poder continuará na linha de radicalização pautada com a liderança cubana, e que a decomposição à qual chegaram o chavismo e a democracia venezuelana é altamente perigosa. Uma situação que, se continuar, bem poderia derivar em uma espécie de guerra civil ou em um golpe de Estado militar abertos, porque hoje ambos existem de forma sobreposta.”
Artigos que tem publicado M.Teresa Romero.
Ingovernabilidade e crise institucional na Venezuela pós-eleitoral
(Especial para Infolatam). “Tudo indica que a nova etapa da política venezuelana iniciada após as eleições presidenciais de domingo, 14 de abril, não será nada fácil nem para o novo governo chavista nem para a oposição democrática. Estará marcada, ainda mais do que antes, pelos conflitos sociais e políticos; será uma etapa de permanente ingovernabilidade na qual podem se envolver qualquer um dos grupos militares que hoje existem em nossas forças armadas…”
Venezuela: Violência e disputa apertada no final da campanha
(Infolatam).- “…Os candidatos estão muito próximos a três dias das eleições –asseguram os especialistas- e, portanto, o comando que consiga mobilizar mais eleitores no próximo domingo será o ganhador das eleições. Predizem um triunfo apertado de qualquer um. Em todo caso, à medida em que se aproxima o dia chave e no caso de que Capriles ganhe, aumentam os rumores na Venezuela sobre uma possível fraude avaliada pelo CNE ou de uma não aceitação do resultado eleitoral por parte do partido PSUV, apoiado pela força armada bolivariana.”
Agora, para o difícil caminho eleitoral
Finalmente os porta-vozes do governo venezuelano tiveram que anunciar a verdade sobre a morte do comandante da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez Frías. É pouco provável que nós, venezuelanos, cheguemos a saber quando realmente o presidente morreu, se foi hoje mesmo, há dias ou semanas. Também não saberemos se permaneceu ou não na Venezuela desde a anunciada saída de Havana no passado 18 de fevereiro, se faleceu no Hospital Militar, em Fuerte Tiuna, em La Orchila ou em Havana. Será difícil que o governo, tão perto de novas eleições, dê provas de “sua” verdade.
Nuvens e tensões na transição política venezuelana
(Especial para Infolatam)- “… é crescentemente visível que o “queridinho” de Hugo Chávez para umas possíveis eleições presidenciais, se encontra desde já em campanha eleitoral. Nicolás Maduro não fez nada a não ser aparecer nos meios de comunicação social e percorrer o país inaugurando obras atrasadas. Pode ser que Hugo Chávez eventualmente retorne ao país, mas se vê mais difícil que possa continuar governando, por causa do câncer.”
Venezuela cara a cara com o dia 10 de janeiro
(Infolatam).- “…Assumindo, aliás, a gravidade da saúde do presidente, a principal preocupação passou a ser se ele chegará a juramentar-se no dia 10 como estabelece o mandato constitucional. Qual destas teses se imporá se for o caso? Pela forma anticonstitucional de se comportar do governo, é de pensar que imporão a sua.”
A esperada e surpreendente confissão de Chávez
(Especial para Infolatam).- “…quem garante que o também eleito sucessor de Chávez, o Vice-presidente e Chanceler Nicolás Maduro ou os narco generais do governo seguirão o mandato constitucional? Ao mesmo tempo, quem garante que não se desatarão as rivalidades entre os diversos candidatos à primeira magistratura e entre as tendências políticas que, ainda que se afirme o contrário, se proliferam dentro do oficialismo?”
Governo e oposição venezuelana: para as eleições regionais
(Especial para Infolatam).- “…a situação de desânimo e divisão, mais o fato que o CNE tenha estabelecido a data das eleições regionais justo no início das férias de natal, onde muitos votantes já planejaram sair do país, assim como o ‘oficialismo’, que já se encontra desenvolvendo a notória estratégia de campanha assolada de populismo, abusos dos recursos e instituições do Estado e de ofensivas ilegais contra seus adversários, colocam a oposição em uma situação precária frente às regionais.“
Chávez ganhou, a democracia perdeu (por agora)
(Especial para Infolatam).- “…a campanha serviu para fazer visível o tamanho do descontentamento popular por seu ineficiente gerenciamento de 14 anos especialmente em matéria de segurança, emprego, saúde, moradia e pobreza, assim como as divisões e lutas internas existentes dentro do chavismo. Se o governo não satisfizer peremptoriamente estas demandas populares e apaziguar o descontentamento entre seus próprios partidários, os protestos e manifestações contra ele próprio não se farão esperar, pondo em xeque sua governabilidade. Se segue pelo caminho que tem levado até agora, o chavismo seria insustentável. Esta seria uma oportunidade de avanço da oposição democrática.”
Venezuela: Balanço da campanha entre Davi e Golias
A campanha eleitoral para as presidenciais deste domingo, 7 de outubro, foi breve mas intensa e contrastante, inclusive mais do que a que levou à Revolução Chavista ao poder em 1998. Mas, ao invés do que passou nesse ano, esta campanha beneficiou mais o candidato opositor Henrique Capriles do que o do oficialismo, Hugo Chávez, apesar dele ter tido à sua disposição os imensos recursos do Estado e a maioria das instituições públicas, incluído o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
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