Artigos que tem publicado Luis Esteban G. Manrique.

África: a última fronteira do Brasil

22/05/13

(Especial Infolatam).- Entre 2003 e 2010, Luiz Inácio Lula da Silva visitou vários países africanos, insistindo em cada um deles na “dívida histórica” que o Brasil tinha com a África em sua formação como nação. Durante seu governo, o Brasil duplicou o número das suas embaixadas na região, pelo que hoje conta com 37 legações diplomáticas no continente, mais que qualquer país europeu.

As geleiras condenadas de Los Andes

10/05/13

A América Latina e o Caribe tem a maior disponibilidade média de água do mundo: quase 24.400 metros cúbicos por pessoa. Os rios Amazonas, Orinoco, San Francisco, Paraná, Paraguai e Magdalena conduzem mais de 30% da água superficial do planeta. O Aquífero Guarani, que se estende por 1,2 milhões de quilômetros quadrados abaixo da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, alberga mais de 40.000 quilômetros cúbicos de água.No entanto, isso não significa que a região esteja isenta de graves problemas hídricos.

Incerteza sobre o futuro da “Cubazuela”

25/04/13

(Especial para Infolatam)- “Maduro não parece fazer cargo da situação. Qualificar de “fascista” a metade da sociedade soa fora de lugar quando tem que enfrentar um ajuste estrutural que terminará por acordar o país de seu sonho petropopulista.”

O Papa Francisco e os ecos da guerra suja

20/03/13

(Infolatam).-“…Para a América Latina, sua eleição vai ter os efeitos de um ônus de profundidade de efeito prolongado. Em termos políticos, o escrutínio universal que começou sobre o papel jogado pelas igrejas regionais durante o último período de regimes militares, que na Argentina terminou em 1983, vai ajudar a redefinir com maior nitidez a relação entre a ética católica e a justiça social e o compromisso da Igreja com a democracia e os direitos humanos e sua própria relação com o poder.”

Brasil, celeiro do mundo

31/01/13

(Especial para Infolatam por Luis Esteban González Manrique).- A ONU advertiu que em 2025 os dois terços da população mundial poderiam viver em condições de “estresse hídrico”. Dos 210 países do planeta, 190 já têm escassez de água e apenas em 10 o recurso é abundante. Segundo o World Water Resources Group, um terço da população mundial viverá, em meados do século, perto de bacias hidrológicas com um déficit de fornecimento para consumo humano de 50%.

Poucos países estão em condições de cobrir essas carências. Um deles é o Brasil. Segundo a FAO, o país tem um potencial de terras cultiváveis de 400 milhões de hectares. Hoje, apenas cultiva 50 milhões, que cobrem 28% de seu território. Essa capacidade agrária inutilizada é o dobro da dos EUA e da Rússia juntos, os dois países que seguem na lista.

Imperialismo cubano na Venezuela

16/01/13

(Especial para Infolatam). “…A segunda invasão cubana da Venezuela começou em 1998, mas esta vez pactuada entre Castro e Chávez…Desde então, o processo seguiu fielmente o roteiro castrista, guardando as formalidades democráticas para obter gradualmente o controle da Assembleia Nacional, das Forças Armadas Nacionais (FA), da Suprema Corte, da Promotoria e do Conselho Nacional Eleitoral. Paralelamente, criou-se um novo aparato de espionagem, segurança e inteligência. Como se não bastasse, assessores cubanos controlam hoje os programas sociais e também o serviço de identificação, cartório e registros e os portos e aeroportos do país.

Corrida contra o relógio no Brasil: A batalha de São Paulo

14/12/12

(Infolatam).- “…Por isso, o Brasil, que acolherá a Copa do Mundo de Futebol em 2014, cuja partida inaugural será em São Paulo, e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, entrou em uma corrida contra o relógio para melhorar as condições de segurança antes dos dois eventos esportivos, nos quais estão em jogo a sua imagem e prestígio internacionais.

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Inclusive, o objetivo de que as obras dos complexos esportivos, hotéis, transportes e telecomunicações estejam prontas a tempo se converteu em um desafio comparativamente menor frente ao desafio de garantir a segurança dos milhões de visitantes estrangeiros que chegarão ao país nessas datas.”

As “fronteiras calientes” da América Latina

21/11/12

(Especial para Infolatam).- A América Latina é apreciada por ser uma das regiões do mundo que menos conflitos bélicos teve em sua história por disputas fronteiriças. A última guerra de certa envergadura foi a do Chaco, entre Bolívia e Paraguai, nos anos trinta do século passado. Desde então, as disputas territoriais na região tenderam a se resolver apelando a instâncias arbitrais como a Corte Internacional de Haia.

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No entanto, nos últimos anos várias fronteiras na região começaram a gerar crescentes tensões internacionais pelo aumento da presença de um ator especialmente perigoso: o crime organizado.

Maconha: o princípio do fim da proibição

15/11/12

(Especial para Infolatam, por Luis Esteban González Manrique).- O princípio do fim do regime ‘proibicionista’ da maconha –e com ele provavelmente também a longa e infrutuosa “guerra contra as drogas”- poderia ter ocorrido em dois dos Estados menos povoados dos EUA: Colorado e Washington. As reverberações sísmicas já se fizeram sentir ao sul do rio Grande.

Na capital mexicana, os governos do México, Costa Rica, Honduras e Belize assinaram no dia 12 de novembro uma declaração que qualificava como “mudança paradigmática” a legalização da produção, venda e consumo de maconha em “algumas regiões do nosso continente”. Nos próximos meses, o governo uruguaio porá nas mãos do Estado a produção e distribuição da cannabis. Na Argentina e no Brasil já começaram a surgir demandas populares parecidas.

Avança projeto para legalizar a venda de maconha no Uruguai

América Latina e EUA: a revanche da geografia (II)

25/10/12

(Especial para Infolatam).- O México criaria um continuum de estabilidade até a Colômbia, que está ponto de deslocar a Argentina como terceira economia da região depois do Brasil e México. Esses eventuais eslabões de prosperidade enlaçariam o litoral do Pacífico americano desde o Canadá ao Chile, em um grande projeto estratégico que –não por causalidade- engaja perfeitamente com a Aliança do Pacífico que hoje integram México, Colômbia, Peru e Chile.


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