(Especial Infolatam).- Entre 2003 e 2010, Luiz Inácio Lula da Silva visitou vários países africanos, insistindo em cada um deles na “dívida histórica” que o Brasil tinha com a África em sua formação como nação. Durante seu governo, o Brasil duplicou o número das suas embaixadas na região, pelo que hoje conta com 37 legações diplomáticas no continente, mais que qualquer país europeu.
Artigos que tem publicado Luis Esteban G. Manrique.
As geleiras condenadas de Los Andes
A América Latina e o Caribe tem a maior disponibilidade média de água do mundo: quase 24.400 metros cúbicos por pessoa. Os rios Amazonas, Orinoco, San Francisco, Paraná, Paraguai e Magdalena conduzem mais de 30% da água superficial do planeta. O Aquífero Guarani, que se estende por 1,2 milhões de quilômetros quadrados abaixo da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, alberga mais de 40.000 quilômetros cúbicos de água.No entanto, isso não significa que a região esteja isenta de graves problemas hídricos.
Incerteza sobre o futuro da “Cubazuela”
(Especial para Infolatam)- “Maduro não parece fazer cargo da situação. Qualificar de “fascista” a metade da sociedade soa fora de lugar quando tem que enfrentar um ajuste estrutural que terminará por acordar o país de seu sonho petropopulista.”
O Papa Francisco e os ecos da guerra suja
(Infolatam).-“…Para a América Latina, sua eleição vai ter os efeitos de um ônus de profundidade de efeito prolongado. Em termos políticos, o escrutínio universal que começou sobre o papel jogado pelas igrejas regionais durante o último período de regimes militares, que na Argentina terminou em 1983, vai ajudar a redefinir com maior nitidez a relação entre a ética católica e a justiça social e o compromisso da Igreja com a democracia e os direitos humanos e sua própria relação com o poder.”
Brasil, celeiro do mundo
(Especial para Infolatam por Luis Esteban González Manrique).- A ONU advertiu que em 2025 os dois terços da população mundial poderiam viver em condições de “estresse hídrico”. Dos 210 países do planeta, 190 já têm escassez de água e apenas em 10 o recurso é abundante. Segundo o World Water Resources Group, um terço da população mundial viverá, em meados do século, perto de bacias hidrológicas com um déficit de fornecimento para consumo humano de 50%.
Poucos países estão em condições de cobrir essas carências. Um deles é o Brasil. Segundo a FAO, o país tem um potencial de terras cultiváveis de 400 milhões de hectares. Hoje, apenas cultiva 50 milhões, que cobrem 28% de seu território. Essa capacidade agrária inutilizada é o dobro da dos EUA e da Rússia juntos, os dois países que seguem na lista.
Imperialismo cubano na Venezuela
(Especial para Infolatam). “…A segunda invasão cubana da Venezuela começou em 1998, mas esta vez pactuada entre Castro e Chávez…Desde então, o processo seguiu fielmente o roteiro castrista, guardando as formalidades democráticas para obter gradualmente o controle da Assembleia Nacional, das Forças Armadas Nacionais (FA), da Suprema Corte, da Promotoria e do Conselho Nacional Eleitoral. Paralelamente, criou-se um novo aparato de espionagem, segurança e inteligência. Como se não bastasse, assessores cubanos controlam hoje os programas sociais e também o serviço de identificação, cartório e registros e os portos e aeroportos do país.“
Corrida contra o relógio no Brasil: A batalha de São Paulo
(Infolatam).- “…Por isso, o Brasil, que acolherá a Copa do Mundo de Futebol em 2014, cuja partida inaugural será em São Paulo, e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, entrou em uma corrida contra o relógio para melhorar as condições de segurança antes dos dois eventos esportivos, nos quais estão em jogo a sua imagem e prestígio internacionais.
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Inclusive, o objetivo de que as obras dos complexos esportivos, hotéis, transportes e telecomunicações estejam prontas a tempo se converteu em um desafio comparativamente menor frente ao desafio de garantir a segurança dos milhões de visitantes estrangeiros que chegarão ao país nessas datas.”
As “fronteiras calientes” da América Latina
(Especial para Infolatam).- A América Latina é apreciada por ser uma das regiões do mundo que menos conflitos bélicos teve em sua história por disputas fronteiriças. A última guerra de certa envergadura foi a do Chaco, entre Bolívia e Paraguai, nos anos trinta do século passado. Desde então, as disputas territoriais na região tenderam a se resolver apelando a instâncias arbitrais como a Corte Internacional de Haia.
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No entanto, nos últimos anos várias fronteiras na região começaram a gerar crescentes tensões internacionais pelo aumento da presença de um ator especialmente perigoso: o crime organizado.
Maconha: o princípio do fim da proibição
(Especial para Infolatam, por Luis Esteban González Manrique).- O princípio do fim do regime ‘proibicionista’ da maconha –e com ele provavelmente também a longa e infrutuosa “guerra contra as drogas”- poderia ter ocorrido em dois dos Estados menos povoados dos EUA: Colorado e Washington. As reverberações sísmicas já se fizeram sentir ao sul do rio Grande.
Na capital mexicana, os governos do México, Costa Rica, Honduras e Belize assinaram no dia 12 de novembro uma declaração que qualificava como “mudança paradigmática” a legalização da produção, venda e consumo de maconha em “algumas regiões do nosso continente”. Nos próximos meses, o governo uruguaio porá nas mãos do Estado a produção e distribuição da cannabis. Na Argentina e no Brasil já começaram a surgir demandas populares parecidas.
América Latina e EUA: a revanche da geografia (II)
(Especial para Infolatam).- O México criaria um continuum de estabilidade até a Colômbia, que está ponto de deslocar a Argentina como terceira economia da região depois do Brasil e México. Esses eventuais eslabões de prosperidade enlaçariam o litoral do Pacífico americano desde o Canadá ao Chile, em um grande projeto estratégico que –não por causalidade- engaja perfeitamente com a Aliança do Pacífico que hoje integram México, Colômbia, Peru e Chile.
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