(Infolatam).- “…A maioria dos norte-americanos vê o tema migratório desde um centro sensível e racional. Apoia a legalização dos ilegais. Muitas propostas incluem que o legalizado fale inglês, que pague uma penalidade e que esteja na fila dos que já solicitaram a emigração legal. Muitos dos interrogados apoiam um melhor controle para a fronteira e que a solução adotada não incentive outros emigrantes a vir para o país sem a devida autorização. Dito isto, mais de 60% dos norte-americanos é a favor da legalização dos ilegais.”
Artigos que tem publicado Arturo López Levy.
Cuba: o início da era pós-Castro
(Infolatam).- “….Pela primeira vez um líder nascido após 1959, Miguel Díaz-Canel, aparece como segundo na escala de poder. Ainda que esta transição ocorra, com o mesmo partido e presidente; é discernível uma nova liderança e prioridades que mudam. Diferente de outros líderes jovens promovidos primeiro e expurgados depois, neste caso, estamos diante de uma promoção institucionalizada, com a permissão da estrutura partidária e dos altos comandos militares.”
O Efeito Beyonce
(Infolatam).- “…O efeito Beyonce é um chamado a se olhar de novo a política dos EUA com Cuba, com a inocência dos adolescentes. É difícil defender uma política que pisoteia nos mesmos direitos que prega. Após a reforma migratória cubana de janeiro, que eliminou a maioria das restrições do período totalitário para viajar; os cubanos, sob um regime comunista, têm menos impedimentos legais para visitar os EUA que os cidadãos estadunidenses para visitarem Cuba.”
Cuba sob Raúl Castro (II): a economia como prioridade?
(Especial para Infolatam). - O primeiro mandato presidencial de Raúl Castro iniciou processos de reforma econômica e liberalização política. Nos últimos cinco anos, o governo criou importantes bases institucionais para uma economia mista e uma relação menos vertical entre o estado e a sociedade civil.
Raúl Castro em seu primeiro mandato (I): o contexto político das reformas
(Infolatam).- “…o governo criou instituições e normas que convertem em irreversível o transito a uma economia mista, com as consequências políticas derivadas. Inclusive em sua própria facção, Raúl Castro legará já aos seus sucessores um Partido Comunista de Cuba, onde a propriedade privada não é um anátema. Diferente do projeto fidelista dos noventa, a ideia não é permitir segmentos de mercado amuralhados em uma economia de comando, senão integrar os proprietários privados e cooperativas em um modelo onde mercado e estado se complementam.”
Cuba, a presidência pro tempore da CELAC e a relação regional com a Europa
(Infolatam).- “…O fato de que Raúl Castro receba o bastão das mãos de Sebastián Piñera, um presidente de direita, reflete um consenso das elites latino-americanas, incluindo a cubana, a favor do pluralismo ideológico a nível multilateral e a promoção de interesses regionais comuns. Desde os dias das aberturas democráticas na América do Sul, a relação com Cuba se converteu em um caso prova da autonomia das políticas exteriores nacionais frente aos EUA, que aporta créditos aos governos ante a opinião pública e as bases eleitorais de vários partidos políticos.”
A política estadunidense no caso Alan Gross é pragmática
(Infolatam).- “…Obama não deve desperdiçar com expectativas irracionais a flexibilidade derivada de seu segundo mandato para melhorar as relações com Cuba e a região latino-americana. Acidentalmente, uma melhoria geral das relações melhoraria também as probabilidades de que Gross seja libertado.”
Cuba e a doença de Hugo Chávez
(Infolatam).- “…Um cenário regional sem o presidente Chávez ou com menos uso do seu carisma, como já ocorreu desde a sua doença, diminui o perfil do bloco bolivariano. A participação discreta de Maduro nas recentes cúpulas presidenciais representando Chávez demonstra que será difícil preencher a projeção internacional do seu “comandante-presidente”. Esse ajuste da projeção venezuelana no cenário multilateral reduz, ainda que não anule, o poder cubano para avançar na agenda anti-hegemônica desde a posição de líder da CELAC em 2013.”
Alan Gross: Por uma solução negociada
(Infolatam).- “…No dia que exista vontade política em Washington e em Havana para resolver os problemas estruturais da relação bilateral entre os dois países, resolverão com criatividade o caso Gross. Por isso, o pior cenário é a ausência de conversas sobre temas de interesse mútuo. Em Havana também devem pensar. Nada seria pior do que perder quatro anos de um segundo mandato de Obama, sem promover uma relação menos conflitiva de Cuba com EUA.”
América Latina, o grande ausente da eleição norte-americana?
(Infolatam).- Os sinais emanados de uma Miami mais plural, combinadas com a maior flexibilidade de um segundo mandato ampliam o campo de manobra presidencial para um tratamento mais racional do tema cubano. Cuba, como a América Latina, não esteve ausente da eleição, pois foi parte dos eleitores.
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