(Infolatam).- “…Se a esquerda –que antes lutou contra a reeleição– hoje aplaude ou fica em silêncio sobre a reeleição presidencial e a direita -que a apoiou e se beneficiou dela– quer ser convertida agora na bandeira anti-reeleição, não só é manifestação de verdadeiro daltonismo político, senão pragmatismo oportunista. Por isso, independente de quem se beneficie, há que se opor à reeleição presidencial na América Latina, por ser institucionalmente nociva.”
Artigos que tem publicado Fernando Tuesta Soldevilla.
Venezuela e sua alma “llanera”
(Especial para Infolatam).- Salvo escassas exceções, na América Latina, os presidentes que vão à reeleição não perdem eleições. Apesar das diferenças entre os países chamados bolivarianos dos outros, o que os une é algo que nenhuma oposição pode igualar o uso dos recursos públicos a favor do candidato à reeleição, que na Venezuela, são quase ilimitados. Pode haver inclusive uma jornada eleitoral limpa, mas no meio de um processo eleitoral desigual e injusto. Essa é a base firme do triunfo de Chávez, mas não explica tudo.
Vinte anos do Sendero Luminoso
(Especial para Infolatam).- “A batalha política têm que ser proposta pelos próprios políticos. Isto quer dizer que se os partidos continuam sem construir organizações que canalizem interesses e demandas sociais, e apenas se relacione às de caráter eleitoral, o amplo campo de ação abandonado pelos partidos continuará sendo preenchido pelo discurso “senderista”, em qualquer das variantes. E aqui, o cerco legal e, mais tarde, armado será insuficiente para derrotar definitivamente o Sendero Luminoso.
O terceiro gabinete Humala
(Especial para Infolatam).- “…Se antes passou da esquerda para a direita, desta vez há um novo giro para o centro. Isto em menos de um ano, o que é uma mostra da fragilidade e direção errada do presidente. Se a mudança é positiva, existe uma falta de clareza, que só pode ser explicada pelo pragmatismo acentuado do presidente Humala.”
O socavão político de Humala
(Especial para Infolatam).- “…É possível um governo aceitar a retirada de investimento na mineração que é o motor do crescimento e de seu próprio projeto governamental? Pode, assim mesmo, submeter-se a um departamento que se converteu em emblemático em sua luta contra a mineração apenas com a repressão sob o pedido de ordem e segurança? Parece que a resposta está no meio destas duas linhas, que são as mais difíceis de conciliar mas que até agora se converteu no grande problema do governo, sem solução aparente.”
O ‘Ballotage’ francês: uma má importação latino-americana
(Infolatam).- “…Na América Latina, a aplicação amputada do Ballotage trouxe como consequência não a diminuição dos partidos, senão a proliferação deles. Da mesma maneira, fortaleceu-se o hiper presidencialismo e, em não poucos casos, o parlamento tem sido uma fonte de obstrução, se incrementando os elementos de ingovernabilidade. Isto é, três décadas de experiência de Ballotage, na América Latina, têm demonstrado que não se conseguiu o objetivo desejado, pela má importação do desenho.”
O esquivo êxito governamental
(Especial para Infolatam).- “…O presidente Ollanta Humala deve ler as últimas sondagens com muito cuidado. A aprovação da sua gestão ao cumprir-se o sétimo mês do seu governo é ótima, mas não se destoa de ser parecida à de outros presidentes nesta mesma época. O reflexo do primeiro ano pode ofuscar os governantes que costumam confundir a etapa de confiança e expectativa, com a pura aprovação dos seus atos de governo.”
Mudança de gabinete, do diálogo à ordem
(Especial para Infolatam) O gabinete Valdés não deixou de ser plural, mesmo depois de ter um tipo de mando distinto. Mas também, a mensagem aos novos ministros está dada. Nada de declarações que não tenham relação com o seu setor, sendo a linha central do governo concentrada no presidente Humala.
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