(Infolatam).- “…O caminho legítimo pelo qual poderia ter transitado o Presidente boliviano para se candidatar de novo era convocar a um referendo para reformar a Constituição, mas Evo preferiu evitar este trâmite, seguramente porque não estava seguro de qual seria o resultado de um plebiscito que significaria o enfrentamento entre o seu ainda poderoso – mas, já não imbatível– partido e a toda a oposição unida.”
Artigos que tem publicado Fernando Molina.
Marchando à Haia
(Especial Infolatam).- “…Bolívia quer uma faixa de território soberano que a una ao Pacífico, faixa que os chilenos estão constitucional e constitutivamente impossibilitados de conceder. Uma troca de territórios é impossível para a Bolívia e inconveniente para o Chile, que não quer perder sua fronteira com o Peru, o que ocorreria caso a faixa boliviana se materializasse.”
Bolívia: a luta por um nome
(Infolatam).- “…A magnitude do conflito surpreendeu muitos observadores. Seu objetivo é impedir que um aeroporto recentemente reconstruído mude o nome de “Juan Mendoza” para “Evo Morales“, conseguindo assim que o governo “respeite a identidade e a história” de Oruro. O conflito ilustra, mais uma vez, a grande importância das lutas simbólicas na Bolívia.”
A megalomania latino-americana
“A América Latina vive um momento econômico tão extraordinário, que as fumaças subiram às cabeças de seus líderes. Agora, estes se dão ao luxo de olhar de cima para as mesmas grandes potências que no passado tratavam de cortejar. Poucos afirmam que o crescimento atual da América Latina não é tanto pelo resultado de mudanças internas (ainda que, talvez, possa chegar a impulsionar no futuro), como a que o mundo tem mudado…”
Venezuela e o dever do representante
(Infolatam).- “…Os atuais riscos que a Venezuela enfrenta, a possibilidade não remota de que se veja submersa no caos, de que diferentes facções políticas e inclusive o exército tentem pescar em um rio agitado pelo afastamento de Chávez, se derivam diretamente das más decisões deste, e estas, a sua vez, deste ódio pela representação.”
A mobilização rentista da sociedade
(Infolatam).- A mobilização de uns e outros em torno do censo, então, é uma “mobilização rentista”, destinada a incrementar o dinheiro público que obterão os governos locais que “consigam” registrar uma maior quantidade de população.
Também tem envolvimentos eleitorais, já que a distribuição de espaços nas diferentes instituições representativas variará de acordo a nova contagem da população.
A febre do estanho (do zinco, do volfrâmio, etc.)
(Especial para Infolatam).- “…A espetacular alça dos preços dos minerais causou importantes transtornos econômicos e sociais, se tornando essa atividade a maçã da discórdia.Nestas situações extremas a única solução reside na intervenção de uma autoridade. Mas, o governo boliviano não tem a clareza ideológica nem os recursos para pôr ordem. Por razões óbvias, o que gostaria é de estatizar tudo, mas com isso teria de um ônus trabalhista que seria impossível de sustentar”.
Bolívia: A revolução continua
(Especial para Infolatam) Ainda que o Governo pareça forte e atue implacavelmente no cenário político, tornando a vida de seus opositores (entre eles os indígenas do oriente) impossível, é visto completamente desarmado, ideológica e institucionalmente, para impor ordem na sociedade. Sua única resposta é a demagogia, ceder e prometer, e com isso socavar ainda mais sua credibilidade, o que tira a pouca capacidade que ainda possui para atuar.
Rebelião policial na Bolívia
(Infolatam).- “…O objetivo expresso do motim é fechar a brecha entre estes salários e os dos militares. Mas, subjaz outro, não menos importante: “fazer-se respeitar” por uns governantes que sem dúvida se equivocaram ao terem acreditado que é possível sobreviver politicamente na Bolívia sem pactuar com a Polícia….Se não acontecerem coisas piores por “enfiarem os pés pelas mãos”, o que ao final surgirá deste conflito será, justamente, este pacto.”
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