Assunção. A campanha e as eleições paraguaias deste domingo 21 passaram praticamente desapercebidas no meio da crise política-institucional venezuelana: doença e morte de Hugo Chávez; polarizada campanha entre Nicolás Maduro e Henrique Capriles, e ajustados e polêmicos resultados do dia 14 de abril.
Artigos que tem publicado Daniel Zovatto.
Venezuela: encruzilhada histórica
Uma Venezuela polarizada enfrenta pela primeira vez, em uma década e meia, um processo eleitoral sem Chávez. As eleições presidenciais deste domingo, 14 de abril, colocam o país em uma encruzilhada histórica. A vitória de Nicolás Maduro significará a inauguração de um fenômeno que vem se insinuando desde dezembro passado: o “chavismo sem Chávez”. Pelo contrário, o triunfo de Henrique Capriles daria início ao pós-chavismo mediante um processo progressivo e altamente complexo.
2013: um ano chave para América Latina
(Infolatam).- A região conta hoje com democracias mais consolidadas, maiores e melhores políticas públicas em matéria de proteção social, e economias mais fortes e integradas. Durante a última década, 73 milhões escaparam da pobreza, expandindo a classe média em mais de 50%. Reafirmo, o clima otimista que a região vive não deve desconhecer nem subestimar as importantes ameaças que conspiram contra uma sociedade mais plena, instituições mais fortes, imprensa mais independente e uma democracia de melhor qualidade.
A relação entre dinheiro e política: um debate imprescindível
(Infolatam).-A relação entre o dinheiro e a política converteu-se em um dos grandes problemas do governo democrático. A democracia não tem preço, mas sim um custo de funcionamento. O uso de recursos econômicos é, portanto, um elemento imprescindível para a concorrência democrática….Por isso, não há que demonizar o dinheiro mas sim regulá-lo, já que é evidente que é capaz de produzir distorções importantes no processo democrático (plutocracias, capturas das agendas do Estado por grandes grupos econômicos, ou bem do crime organizado e/ou narcotráfico).
Eleições nos Estados Unidos: Sandy ao resgate de Obama?
(Infolatam).- “…Nem as convenções, nem os três debates, nem a publicidade negativa, nem os milhares de milhões de dólares investidos na mesma (a mais cara da história norte-americana), nem, inclusive, o furacão Sandy (convertido em tormenta tropical Sandy) foram capazes de desempatar os dois rivais nesta altamente polarizada e disputada eleição. Será, pois, uma final infartante a que viveremos na noite da terça-feira, 6 de novembro, quando se definirá o presidente dos Estados Unidos dos próximos quatro anos.”
Venezuela: A mãe de todas as eleições
As eleições presidenciais venezuelanas do próximo domingo, 7 de outubro, podem ser classificadas, sem medo de cometer um exagero, como “a mãe de todas as eleições”. Seus resultados repercutirão não apenas no país, mas em toda a região na qual Chávez lidera e financia uma aliança continental, o ALBA, baseada nos postulados ideológicos do chamado “socialismo do século XXI”.
A re-reeleição é antidemocrática
“…Minha opinião é que a consolidação e aprofundamento da democracia na Argentina não se obterão através de líderes “indispensáveis” perpetuados no poder via reeleição indefinida. O caminho a seguir é outro: mediante a participação madura e ativa dos cidadãos; com instituições legítimas, transparentes e eficazes; com a existência de um sistema de freios e balanços entre os poderes e com uma sólida cultura cívica.”
Uma semana de infarto
(Especial para Infolatam).- “Frente a este tipo de situações (conflito entre poderes), a região continua sem contar com mecanismos de defesa coletiva eficazes que evitem uma remoção antecipada dos presidentes eleitos constitucionalmente….Por outro lado, caso se tolera o mecanismo do julgamento político rápido (no Paraguai) para remover presidentes, isso poderia levar a um aumento da instabilidade política na América Latina, sobretudo naqueles países com alto nível de conflito social e nos quais os presidentes gozam de baixos índices de popularidade e não contam com maioria parlamentar.”
Agenda eleitoral latino-americana 2012: eleições e tendências
(Infolatam).- “…O legado destas 15 eleições presidenciais é o de uma região heterogênea em termos políticos, com uma marcada tendência para o centro político (seja desde a direita ou desde a esquerda) que, em na maioria dos casos, tem privilegiado a moderação, o pragmatismo e a estabilidade.”
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