Venezuela: Capriles diz que com fachada de reivindicações se gasta dinheiro venezuelano
Infolatam/Efe
Caracas, 4 agosto 2012
Las claves
- Capriles aludiu especificamente à Misión Barrio Adentro de atenção à saúde que o Governo impulsiona com o apoio de Cuba e indicou que “tem caído”.
- “Aqui estamos é para resolver a necessidade que tenha alguma pessoa, não para chantageá-la”, acrescentou Capriles. No passado 28 de maio, Chávez pediu uma emenda constitucional para que os programas sociais que criou em seus 13 anos de Governo sigam se executando ainda que perca as eleições do dia 7 de outubro.
O candidato da oposição à Presidência venezuelana, Henrique Capriles, disse que com a “fachada” das reivindicações sociais se gasta o dinheiro dos venezuelanos e reiterou que se está “presenteando” o petróleo a “outros países” entre os quais mencionou Cuba.
“Com a fachada da justiça, com a fachada das reivindicações, gastam recursos de todos vocês em nome do povo e têm outras intenções, [por] detrás vai outro, outras coisas”, afirmou Capriles durante um percurso pelo estado Lara (oeste).
“Estamos presenteando o petróleo, o estamos presenteando a outros países, porque há um projeto político que quer salvar o planeta, que quer ser líder do mundo”, sentenciou Capriles, quem voltou a usar o boné com a bandeira nacional que lhe valeu um chamado do poder eleitoral por infringir as normas eleitorais.
Capriles aludiu especificamente à Misión Barrio Adentro de atenção à saúde que o Governo impulsiona com o apoio de Cuba e indicou que “tem caído”.
“A Misión Barrio Adentro, os médicos cubanos, também estamos pagando. Então não é certo que com o petróleo estamos fazendo uma espécie de intercâmbio. Não, aqui estamos presenteando o petróleo e pagando também por esse serviço”, insistiu.
Durante um ato de campanha em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse ontem que se Capriles chega ao poder desapareceriam os programas sociais impulsionados por seu Governo, ao aludir às declarações do líder opositor de que, se ganhasse as eleições, acabaria com a venda financiada de petróleo a países como Cuba.
Chávez apontou que a ilha paga parte do petróleo com o envio de milhares de médicos que participam em programas sociais como a Misión Barrio Adentro que, segundo Chávez, terminariam com a chegada de Capriles ao poder.
Capriles assinalou hoje que propôs uma lei que permita dar “categoria legal” aos programas sociais e assim “ninguém possa ser chantageado”.
O candidato único da oposição defendeu uma lei de iniciativa popular que obrigue que esses programas não beneficiem apenas quem diz ser chavistas, requisito que, assegura, mantém o Governo.
“Aqui estamos é para resolver a necessidade que tenha alguma pessoa, não para chantageá-la”, acrescentou Capriles.
No passado 28 de maio, Chávez pediu uma emenda constitucional para que os programas sociais que criou em seus 13 anos de Governo sigam se executando ainda que perca as eleições do dia 7 de outubro.
Chamou então de “falta de vergonha e demagogia da burguesia” a proposta de Capriles e insistiu que se “eles propõem uma lei” seus partidários, que dominam a Assembleia Nacional, devem propor “a emenda constitucional ou a reforma” com o mesmo fim.
“Assim se responde politicamente à demagogia, ao engano”, acrescentou então o governante.
Traduzido por Infolatam






















