Cubanos pedem um diálogo nacional para superar “crise interna” de Cuba
Infolatam/EFE
Las claves
- No documento, figuram os nomes do escritor Carlos Alberto Montaner, a blogueira Yoani Sánchez e o empresário Carlos Saladrigas, entre outras pessoas que residem nos EUA, Cuba, Canadá, Espanha, Venezuela, Panamá, Brasil, República Dominicana, Venezuela, França, Bolívia e Honduras.
Vários ativistas, intelectuais e empresários cubanos pediram hoje um diálogo nacional transparente e pluralista para superar a crise que, segundo eles, Cuba vive. Eles apresentaram um conjunto de medidas em um documento intitulado “Apelo por uma Cuba melhor”, divulgado em Miami (EUA) pelo diretor do Comitê Cubano Pró-Direitos Humanos (CCPDH), Oscar Peña.
“Pedimos um diálogo nacional, aberto, transparente, pluralista e sem condições para poder acometer construtivamente o desafio que a atual crise nos apresenta”, assinala o texto.
No documento, figuram os nomes do escritor Carlos Alberto Montaner, a blogueira Yoani Sánchez e o empresário Carlos Saladrigas, entre outras pessoas que residem nos EUA, Cuba, Canadá, Espanha, Venezuela, Panamá, Brasil, República Dominicana, Venezuela, França, Bolívia e Honduras.
Afirma-se que os cubanos têm o direito de determinar seu futuro com “plena liberdade, independência e soberania, sem intromissões ou imposições de nenhuma nação estrangeira, seja qual for a ideologia que professe seu governo”.
“Nosso país não deve se curvar às leis de outro governo que nos afetem unilateralmente. A soberania reside no conjunto do povo cubano e seu direito à autodeterminação em plena independência tem de ser respeitado”, de acordo com o documento que, segundo o CCPDH, está assinado por mais de 80 pessoas.
Ao mesmo tempo, fizeram um pedido aos cubanos para que evitem atos de violência e derramamentos de sangue, particularmente aqueles dirigidos contra a população indefesa. A violência, a intimidação e a acusação aberta ou sutil contra quem sustenta ideias que se distanciam das oficialmente impostas deverão cessar imediatamente”.
Entre as medidas propostas para resolver a crise interna do país caribenho, mencionaram o respeito aos direitos e liberdades de consciência, de expressão, de informação, de reunião, de movimento e de associação.
Também o direito à livre sindicalização, formação de partidos políticos e de organizações não governamentais, além de eliminar a perseguição ou discriminação por razões de credo, ideologia, raça, gênero ou orientação sexual.
Solicitaram o fim imediato da ameaça e uso da violência policial, a aplicação das normas das Nações Unidas (ONU) para o tratamento aos presos; o fim das restrições às liberdades de movimento nacional e internacional dos cubanos, bem como a eliminação do desterro.
De igual forma, pediram a supressão imediata das permissões de entrada e saída, das confiscações de bens e propriedades aos emigrantes.
Na área econômica, demandaram a liberdade para que todos os cubanos possam participar da atividade econômica de maneira independente.
O acesso em massa à internet e às novas tecnologias da informação e comunicação é outra das medidas propostas.
Com respeito à política internacional, sugerem o fim da participação ou apoio a conflitos em outros países, além de iniciar um diálogo com EUA sobre a base naval de Guantánamo.






















