Eleições Presidenciais 2012

México: López Obrador apresenta plano em defesa da democracia

Prensa Latina
México, 22 de julho de 2012

Las claves

  • Este plano inclui assembleias informativas em praças públicas e a convocatória a intelectuais, artistas, cientistas, jovens e a cidadãos em geral a participar em atividades criativas em defesa da democracia e da dignidade do México.

O líder da esquerda mexicana anunciou hoje seu Plano Nacional para a Defesa da Democracia, uma luta pela via pacífica que exige a invalidação da eleição presidencial de 1 de julho.

A jornada se realizará até 6 de setembro, data em que o Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação emitirá sua decisão sobre a qualificação das eleições, precisou López Obrador, ex-candidato a presidência pela aliança Movimento Progressista.

Segundo explicou na conferência de imprensa, este plano inclui assembleias informativas em praças públicas e a convocatória a intelectuais, artistas, cientistas, jovens e a cidadãos em geral a participar em atividades criativas em defesa da democracia e da dignidade do México.

Mais de 170 assembleias estão previstas entre os dias 29 de julho e cinco de agosto nas principais praças públicas do país.

Será informado aos cidadãos, segundo explicou, a maneira como agiu o Partido Revolucionário Institucional (PRI) “para obter os votos e justificar o suposto triunfo de seu candidato Enrique Peña Nieto”.

López Obrador negou categoricamente que sejam realizados plantões nas vias principais da capital mexicana.

O também candidato presidencial em 2006 comentou que as condições atuais são diferentes às de seis anos atrás e considerou uma ofensa para o povo do México validar as eleições passadas.

Opinou que estas foram compradas e, portanto, – alegou – se violou o artigo 41 da Constituição, referindo-se a que as eleições não foram nem livres nem autênticas.

Ontem PRD e Partido Ação Nacional (PAN) pactuaram promover juntos uma reclamação ante a autoridade eleitoral para que se investigue, prévio à certificação da jornada eleitoral, a origem do dinheiro ilícito para a campanha do priísta.

No entanto, o PRI negou “categoricamente o uso de recursos de procedência ilícita na campanha” de Peña Nieto, o ganhador nas urnas, segundo a computação final do Instituto Federal Eleitoral (IFE).

Além disso, apresentou uma demanda contra o PAN e o PRD ante a Procuradoria Geral da República por difamação.

Pedro Joaquín Coldwell, presidente nacional dessa força política, expressou que seu partido exige à PGR que “realize uma pronta e exaustiva investigação e que chegue às últimas consequências”.

De acordo com o IFE, Peña Nieto obteve 38,21% dos votos, seguido de López Obrador, que conseguiu 31,59%, enquanto que a aspirante do PAN, Josefina Vázquez Mota, ficou com o terceiro lugar com 25,41%.

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