Uruguai: Banco Central manteria taxa referencial a 8,75 pct

Infolatam/Reuters
Assunção, 28 de junho de 2012

Las claves

  • Nenhum dos agentes do mercado local sugeriu a possibilidade de um alta, apesar de que a inflação nos últimos 12 meses a maio se localizou em um 8,06 por cento, cifra maior à meta do Governo de 6 por cento.
  • O Copom discutirá as medidas a adotar horas após conhecer-se o dado de variação de preços varejistas de junho, o que para alguns poderia incidir na decisão.

O Banco Central do Uruguai manteria sua taxa de política monetária em 8,75 por cento anuais em sua reunião de política trimestral na próxima semana, em um contexto de alta inflação e uma desaceleração do crescimento da economia local e regional, mostrou na quinta-feira uma sondagem da Reuters.

Do levantamento efetuado entre 13 analistas, mostra que 12 aguardam que o Comitê de Política Monetária (Copom) deixe sem mudanças sua taxa referencial na reunião que se celebrará na terça-feira 3 de julho.

Ao serem consultados, nenhum dos agentes do mercado local sugeriu a possibilidade de um alta, apesar de que a inflação nos últimos 12 meses a maio se localizou em um 8,06 por cento, cifra maior à meta do Governo de 6 por cento.

Alguns expressaram que, em todo caso, viam uma eventual distorção à baixa devido aos movimentos de taxas de juros na região, ainda que o considerasse improvável. Só um dos pesquisados respondeu que haverá uma redução, de 25 pontos básicos.

“Nossas projeções de inflação em junho dão uma variação de 0,8 por cento, o que deixaria a taxa interanual em 8,5 por cento. Nesse caso, o Banco Central ficaria encurralado”, disse o economista Alfonso Capurro, da consultora CPA/Ferrere.

“A inflação ainda está muito alta e não poderia ser diminuída a taxa. Mas, por outro lado, o Brasil reduziu a taxa Selic de forma importante, pelo que subi-la seria uma contradição”, disse a economista Gabriela Mordecki, diretora do Instituto de Economia da universidade estatal.

O Copom discutirá as medidas a adotar horas após conhecer-se o dado de variação de preços varejistas de junho, o que para alguns poderia incidir na decisão.

A reunião se celebra dias após ser divulgado que o Produto Interno Bruto cresceu 4,2 por cento interanual no primeiro trimestre do ano.

A cifra confirmou uma lentidão da economia frente a 2011 ainda que mostrasse o crescimento frente ao último trimestre do ano, quando a atividade havia caído.

“A esta altura o cumprimento da meta de inflação para 2012 é uma batalha perdida, mas possivelmente antes de voltar a subir a taxa, o Copom aguarde a eventual incidência proveniente da desaceleração econômica e a queda de preços do petróleo”, indicou Marcelo Sibille, de KPMG.

Traduzido por Infolatam

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