Eleição, dia 70
Infolatam
Por Rubén Aguilar Valenzuela
A campanha presidencial caracterizou-se, mais do que qualquer outra, por uma boa quantidade de propostas programáticas. O caminho a percorrer ainda é muito, mas é necessário reconhecer o avanço tanto dos concorrentes como o realizado pelos meios de comunicação para dar conta das propostas.
De maneira particular destacam três: o surgimento do movimento estudiantil Yosoy132; as acusações por supostas relações de ex-goverandores do PRI com o narcotráfico e a publicação no The Guardian de uma nota que há sete anos divulgado por Proceso.
O movimento universitário, que teve boa capacidade de mobilização e positiva cobertura da imprensa, se debate entre duas tendências: Uma que se propõe como política, mas apartidarista e outra, tem resultado majoritária, que se define contrária Peña Nieto e a favor de López Obrador.
O londrino The Guardian divulgou documentos que provariam que a Televisa, quando Peña Nieto era governador, lhe vendeu uma série de programas e entrevistas, para gerar uma imagem positiva daquele que depois seria candidato à presidência.
Nesse marco todas as pesquisas, com exceção da Reforma, oferecem os mesmos números durante semanas com a única mudança na diferença na posição que Vázquez Mota e López Obrador ocupavam. O último passa a ocupar o segundo lugar e a primeira o terceiro. Quadri mantém os números que obteve após o primeiro debate.
A preferência bruta registrada pelas últimas pesquisas é 37.6% Peña Nieto; 22.3% López Obrador; 19.0% Vázquez Mota e 2.6% Quadri. Há 30 dias era 38.5% Peña Nieto; 21% Vázquez Mota; 19% López Obrador e 2.0% Quadri e há 60 dias 40.0% Peña Nieto; 21.5% Vázquez Mota; 18% López Obrador e 1.0% Quadri.






















