Eleições Presidenciais 2012
México: López Obrador se desvincula de Chávez
Reuters
Las claves
- “Não conheço o presidente da Venezuela, Hugo Chávez; nunca falei com ele nem por telefone”, afirmou ao ser perguntado se nesta campanha teve contato com o líder venezuelano e se executaria estatizações ou imporia controles no auge de seu projeto de esquerda.
O candidato esquerdista à presidência do México, Andrés Manuel López Obrador, quem ganhou espaço como segundo nas preferências para as eleições de julho, se desvinculou do socialismo adotado pelo mandatário venezuelano Hugo Chávez e disse, na quarta-feira, que aplicará um modelo econômico próprio.
O ex-prefeito da Cidade do México está cada vez mais perto do favorito Enrique Peña Nieto nas pesquisas, embora este esteja mantendo uma cômoda vantagem na maioria das pesquisas antes das eleição de 01 de julho.
Seu avanço nas pesquisas fez com que adversários redobrem seus ataques, recordando o que ocorreu em 2006, quando o acusaram de ser “um perigo para o México”. Ele esteve durante quase toda a campanha como favorito, mas ao final perdeu por poucos votos contra o atual mandatário, o conservador Felipe Calderón.
Há seis anos, López Obrador também foi vinculado com Chávez -que nacionalizou amplos setores da economia e impôs controles de preços e de mudanças-, o que causou nervosismo entre empresários e investidores.
O mandatário venezuelano, que em seus 13 anos de Governo manteve uma amarga relação diplomática com os Estados Unidos e também tem sido apontado como financiador de campanhas eleitorais de vários líderes esquerdistas da região.
“Não conheço o presidente da Venezuela, Hugo Chávez; nunca falei com ele nem por telefone”, afirmou ao ser perguntado se nesta campanha teve contato com o líder venezuelano e se executaria estatizações ou imporia controles no auge de seu projeto de esquerda.
DOS PROTESTOS À REPÚBLICA AMOROSA
O avanço de López Obrador ocorreu depois de recentes protestos de universitários contra Peña e o PRI, partido que foi acusado por seus inimigos políticos de autoritarismo e corrupção.
O político de 58 anos descartou que irá expropriar bens e disse que está propondo em seu projeto econômico financiar o desenvolvimento mediante recursos que provam do combate à corrupção, medidas de austeridade e uma reforma tributária que elimine as mordomias fiscais.
Em um evento posterior na quarta-feira, López Obrador afirmou que permitiria o investimento estrangeiro em meios de comunicação em associação com mexicanos, mas lhe dando prioridade aos investidores locais.






















