EUA: escândalo na Colômbia obriga chefe de Serviço Secreto a defender-se no Senado

Infolatam/EFE

Las claves

  • Sullivan assegurou que o comportamento dos agentes envolvidos “não é algo habitual” e “não representa o alto nível ético que pedimos a nossos quase 7.000 empregados”.
  • A senadora republicana Susan Collins considerou que o fato de haver dois supervisores envolvidos lhe faz pensar “que isto não é um incidente único”.

O escândalo com prostitutas na Colômbia que envolveu 12 agentes do Serviço Secreto dos EUA obrigou o diretor do órgão, Mark Sullivan, a defender a integridade de seu departamento ante o Senado, que duvidou que esse seja um caso isolado.

Em sua primeira aparição diante o Congresso desde que o escândalo foi revelado em abril, Sullivan assegurou que o comportamento dos agentes envolvidos “não é algo habitual” e “não representa o alto nível ético que pedimos a nossos quase 7.000 empregados”.

Não obstante, ainda que tenha assegurado que seu departamento tem tolerância zero” com este tipo de conduta e em nenhum momento isso tenha comprometido sua missão ou a segurança do presidente Barack Obama, Sullivan não conseguiu convencer os senadores.

A noite de festa aconteceu um dia antes da chegada de Obama à cidade colombiana de Cartagena de Índias (norte) para participar da Cúpula das Américas. Segundo as explicações de Sullivan, os agentes ainda não haviam sido informados sobre suas tarefas de proteção e nenhum deles tinha em seus quartos documentos confidenciais, armas, rádios ou dispositivo de segurança.

O senador Joe Lieberman, presidente do Comitê de Segurança Nacional do Senado e quem convocou a audiência, sustentou: “É difícil para muita gente, inclusive para mim, achar que em uma noite (…) os agentes que estavam ali para proteger o presidente, de repente, espontaneamente, fizessem algo que outros agentes nunca haviam feito”.

Lieberman, que solicitou uma revisão dos arquivos das atas disciplinarias do Serviço Secreto dos últimos cinco anos, destacou o dano que este episódio causou à imagem do corpo e pediu medidas para que não volte a se repetir.

Neste período foram registrados 64 casos referentes à conduta sexual inapropriada, a maioria por enviar e-mails com conteúdo sexual explícito de um computador do Governo, sendo que três deles incluem a prática de relação sexual não consentida com um estrangeiro, sobre as quais o senador pediu mais informação.

Na mesma linha que Lieberman, a senadora republicana Susan Collins considerou que o fato de haver dois supervisores envolvidos lhe faz pensar “que isto não é um incidente único”.

Assim mesmo, assinalou que ao invés do que se acreditava, não houve um único grupo que saiu, mas vários que foram separadamente a diferentes locais e “acabaram em circunstâncias similares”, o que leva a pensar que pode ser algo habitual.

Segundo revelou hoje o Washington Post, citando fontes não identificadas, este tipo de encontros com prostitutas é algo comum e é mantido em silêncio entre os próprios agentes sob o código não escrito de que “o que passa no caminho, fica aí”, algo que Sullivan negou ferrenhamente.

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