Colômbia: Ingrid Betancourt considera sequestro de jornalista francês “escandaloso”
Infolatam/EFE
Paris, 13 de maio de 2012
Las claves
- A declaração da ativista faz referencias às suspeitas do Exército colombiano, que, por sua vez, acredita que o jornalista francês esteja em poder da Frente 15 das Farc, a mesma que seqüestrou Ingrid em 2002.
A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2002, considera ”escandaloso” que a guerrilha mantenha o jornalista francês Roméo Langlois preso, principalmente pela “contradição” com seu compromisso de não transformar civis em reféns.
“Há uma contradição por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) porque eles assumiram um compromisso moral ao dizer que não fariam mais reféns civis”, afirmou Ingrid em uma entrevista publicada neste sábado pela emissora francesa “TF1″.
Langlois, que trabalha para a emissora “France 24″ e para o jornal “Le Figaro”, “é um homem que correu muitos riscos para falar com as Farc e, por isso, me parece escandaloso que o mantenham sequestrado, mesmo que seja por uns dias”, completou.
A ex-candidata ecologista, que se afastou da vida política, assinalou que a captura de Langlois a fez sentir “uma reação emocional” muito forte, já que sabe “onde está e com quem está”.
A declaração da ativista faz referencias às suspeitas do Exército colombiano, que, por sua vez, acredita que o jornalista francês esteja em poder da Frente 15 das Farc, a mesma que seqüestrou Ingrid em 2002. A ex-candidata presidencial colombiana permaneceu presa até 2008, quando foi liberada em uma operação especial dos militares.
Ingrid, que também possui nacionalidade francesa, se mostrou convencida que seus companheiros de cativeiro sentem o mesmo e destacou que “essa situação a faz se sentir muito mal”.
O repórter foi capturado pelas Farc no dia 28 de abril, quando acompanhava uma operação de destruição de laboratórios de drogas no departamento do Caquetá, uma ação que terminou em um intenso confronto entre guerrilheiros e militares.
Segundo as Farc, o francês é tido como “um prisioneiro de guerra” e sua entrega supõe a abertura de um grande debate sobre a cobertura do conflito armado na Colômbia, um fato que foi considerado como uma tentativa da guerrilha em voltar a atuar no cenário político.






















