Argentina: Fernández pede investimento a empresas estrangeiras e chama a atenção de líderes sindicais
Infolatam/EFE
Buenos Aires, 10 de maio de 2012
Las claves
- A mandatária pediu a responsabilidade dos dirigentes sindicais para contribuir com o crescimento e afirmou que a melhora do poder aquisitivo dos trabalhadores corresponde à política econômica iniciada por seu marido e antecessor, o falecido ex-presidente Néstor Kirchner, e não a "greves" nem a "piquetes".
Argentina, após a nacionalização da YPF
(Especial para Infolatam).- “…Analistas políticos consideram que o rival do kirchnerismo em 2015 deve vir da direita e nesse espectro ideológico situam Scioli e Macri. À Cristina Kirchner e ao prefeito de Buenos Aires lhes convém essa polarização e reforçam seus confrontos como se fosse um Boca-River. Assim é que discutem pela YPF, o controle do metrô portenho ou o lugar onde devem ser reciclados os resíduos da capital.”
A presidenta argentina, Cristina Fernández, destacou hoje a necessidade de “sustentar o investimento” no país, pediu às empresas que voltem a investir seus benefícios e apelou à responsabilidade dos dirigentes sindicais.
“Há que sustentar o investimento, é a chave para os tempos que vêm, e vem um mundo muito difícil”, afirmou Fernández em um ato na Casa Rosada, sede do Executivo, respaldada pelo Governo, empresários e dirigentes oficialistas.
“Vamos pedir às empresas que apresentem seus planos de investimento”, agregou Fernández, que recordou que muitas companhias argentinas desfrutam de subsídios estatais.
A mandatária pediu a responsabilidade dos dirigentes sindicais para contribuir com o crescimento e afirmou que a melhora do poder aquisitivo dos trabalhadores corresponde à política econômica iniciada por seu marido e antecessor, o falecido ex-presidente Néstor Kirchner, e não a “greves” nem a “piquetes”.
“Peço grande responsabilidade aos dirigentes sindicais, porque quando o barulho é feito, quando tudo apodrece, os dirigentes sindicais continuam vivendo muito bem e sem problemas”, disse.
“Peço aos dirigentes sindicais e aos empresários que cada um ponha nesta etapa o que há que por”, insistiu a mandatária, que defendeu a política de restrição de importações impulsionada por seu Governo e sublinhou que, diante um contexto internacional de crise, é necessário “um mercado interno forte que nos resguarde do vendaval externo”.






















