México Eleições Presidenciais

México: organismo eleitoral se desculpa por decote de apresentadora do debate

Infolatam/Efe
México, 7 de maio de 2012

Las claves

  • O responsável por essa empresa, Jesús Tapia, produtor de televisão, disse que a assistente foi eleita porque era a de mais baixa estatura das candidatas que se apresentaram para o processo de seleção entre várias agências.
  • Orayen mede 1,65 metros, e as outras candidatas estavam entre 1,74 e 1,80, e “dada a estatura dos candidatos” ficou como a eleita, porque ademais cumpria o propósito da “presença agradável, jovem e fresca” que se buscava.

As autoridades eleitorais do México desculparam-se hoje pelo pronunciado decote de uma apresentadora que participou durante o debate presidencial do domingo, Julia Orayen, uma “coelhinha” da revista Playboy, enquanto o responsável pela contratação disse que tinha sido escolhida por sua baixa estatura.

O caso de Julia Orayen, que se encarregou de repartir as cédulas do sorteio de intervenções durante o debate, desatou uma grande agitação pelo vestido que usava, rompendo a formalidade que se pretendia dar ao ato.

O Instituto Federal Eleitoral (IFE), encarregado de organizar o primeiro debate eleitoral entre os quatro candidatos presidenciais com vistas às eleições do 1° de julho, lamentou hoje em um comunicado o “erro de produção associado à roupa” da assistente.

O IFE “oferece uma desculpa à cidadania e à candidata e aos candidatos à Presidência”, diz a nota oficial do organismo eleitoral de México.

O decote da assistente e o traje muito ajustado que usou durante os 24 segundos que apareceu na televisão foram criticados por dirigentes políticos, enquanto Julia Orayen, que saiu na revista Playboy México em setembro de 2008, saltou hoje à fama.

A contratação da modelo foi feita pela empresa produtora designada para a realização do debate televisionado e o vestido que utilizou ela escolheu na última hora.

O responsável por essa empresa, Jesús Tapia, produtor de televisão, disse que a assistente foi eleita porque era a de mais baixa estatura das candidatas que se apresentaram para o processo de seleção entre várias agências.

Orayen mede 1,65 metros, e as outras candidatas estavam entre 1,74 e 1,80, e “dada a estatura dos candidatos” ficou como a eleita, porque ademais cumpria o propósito da “presença agradável, jovem e fresca” que se buscava.

Mas, “desgraçadamente, pela loucura” do momento, não foi supervisionado o traje que iria utilizar.

“Assumo a responsabilidade do que aconteceu (…). É incrível que isto tenha dado ao fracasso com as propostas e ideias do debate”, agregou Tapia em declarações à emissora Rádio Fórmula.

Traduzido por Infolatam

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