América Latina: Latino-americanos “enfiam” Cuba na Cúpula das Américas, mesmo não sendo convidada
Infolatam/EFE
Las claves
- Correa alega que por uma questão de "princípios" não pode ir a uma reunião “sem um país americano como Cuba” por causa do “veto dos Estados Unidos”.
Cuba, a única nação americana não convidada para a Cúpula de Cartagena, terá, no entanto, protagonismo nesse fórum por iniciativa de países latino-americanos que querem que esta seja a última reunião continental sem participação cubana.
O Governo colombiano, anfitrião da sexta Cúpula das Américas, não convidou Cuba porque não houve consenso” entre os outros países participantes, principalmente pela oposição dos Estados Unidos, mas assegurou que o assunto será tratado em Cartagena para reunir o “pesar” latino-americano contrário à exclusão.
“Esse é um tema que vamos discutir na Cúpula, para que esta situação incômoda que foi apresentada à Colômbia, que foi apresentada há três anos à Trinidad e Tobago, não volte a acontecer no futuro”, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, no começo de março.
Estados Unidos alega que o Governo do país caribenho não cumpre com os requisitos democráticos fixados nestas reuniões.
Ainda que vários países, especialmente os que são sócios de Cuba na Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (ALVA), tenham criticado a não participação da ilha na Cúpula dos dias 14 e 15 de abril, o Governo colombiano conseguiu evitar que a rejeição se traduza em um boicote à reunião.
Salvo o presidente do Equador, Rafael Correa, que tratou sem sucesso de impulsionar um boicote dos países do Alva e, nesta segunda-feira, anunciou que definitivamente não estará em Cartagena em protesto pela exclusão de Cuba, todos os mandatários convocados confirmaram a participação no encontro.
Correa alega que por uma questão de “princípios” não pode ir a uma reunião “sem um país americano como Cuba” por causa do “veto dos Estados Unidos”. “Muitas vezes a melhor participação é não participar”, disse o mandatário equatoriano em uma recente entrevista à Efe.
Ao contrário, o Governo boliviano, segundo disse em março o chanceler David Choquehuanca em Bruxelas, acha que todos devem participar para “pedir explicações” aos Estados Unidos.
Seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, também assinalou que “em termos gerais, a opinião é muito clara: levar à Cúpula uma posição muito clara de que não podem ser realizadas mais reuniões destas(…) sem a presença de Cuba”.
A sub-secretária de Estado dos EUA para a América Latina, Roberta Jacobson, respondeu a todos os pedidos: “esperamos ver algum dia uma Cuba democrática participando”.
Entretanto, Cuba, como um autêntico “convidado de pedra”, cala, após ter se mostrado muito compreensiva com a decisão do Governo colombiano de não convidar o presidente Raúl Castro.



























9 abril 2012 a las 14:02
Cuba deve entender que não se trata desse tema assim como ela quer, deve ceder sim.
Se de tantos pre-requisitos não consegue cumprir somente dois, tais como a pratica da democracia e o exercicio do cumprimento dos DDHH, então fica dificil.
Os USA estão certissimos, o que está havenbdo é que esses paisécos cujos governos de esquerdas querem manobar com a America, fico espantado com nossa Dilmaluca “que tanto lutou pela liberdade e pela democracia” permita que seus colegas admitam a inclusão da ilha sem que para isso cumpra o prestabelecidos nos documentos da OEA.
Abraços.